terça-feira, 10 de março de 2009

Invernada Marajoara


O Pará é um estado entrecortado por dezenas de rios e outros cursos d’agua, como lagos, furos e igarapés. A água para o "Amazônida", em especial o Paraense é um verdadeiro sinônimo de vida, pois é o caminho natural e principal fonte de alimento de grande parte da população. A Invernada Marajoara acontece principalmente na Ilha Marajó onde nos meses de fevereiro a maio dois terços da ilha ficam completamente alagados, facilitando a vida do caboclo na hora da pesca. Na dança as moças representam as águas com o movimento da saia e os rapazes representam os pescadores indo a busca do pescado.

Siriá

O Siriá é uma dança originária do Município de Cametá. É considerada uma expressão impetuosa de amor, de sedução e de gratidão ante um acontecimento que, para os índios e para os escravos africanos foi algo sobrenatural. Um milagre, uma bênção.
Segundo o professor Adelermo Matos, que estudou a fundo a verdadeira origem da dança, os escravos, após um dia exaustivo de trabalho e maus tratos, eram finalmente liberados, sempre à tardinha, sob fiscalização para caçarem, pescarem ou saírem à procura de frutos que lhe matassem a fome. Certo dia foram a uma praia na tentativa de encontrarem peixes e, em lá chegando, extasiaram-se com a indescritível quantidades de siris por sobre a areia. O mais estranho e maravilhoso é que aqueles crustáceos não ofereciam a menor resistência ao serem apanhados. E assim aconteceu durante muito tempo. Então, dominados por um imenso sentimento de gratidão por seus protetores, em curto período, ensaiaram os movimentos da nova dança a que batizaram de Siriá


Xula Marajoara


É uma dança cultural no ritual afro-brasileira. Seria uma variante das congadas cultivadas no sul do Brasil. Tem uma característica devocional. Em louvor s São Benedito e N.S.ª. Sr.ª. Do Rosário. É o chamado “cacumbi” ou “ticumbi” do folclore catarinense.
No Pará, é cultivada principalmente nas regiões onde se instalaram os negros escravos, com mais freqüência em Cachoeira do Arari na Ilha do Marajó, por isso também conhecida com a denominação de xula Marajoara.

Vaqueiros do Marajó


Dança de conjunto conhecida na Ilha de MarajoA, que se inspira nos movimentos corporais dos vaqueiros quando tentam laçar o boi. Exclusiva de homens, caracteriza-se pelos sons produzidos pelos tamancos de madeira usados pelos dançarinos e movimentos com laço de corda de sisal. Para acompanhamento musical s㯠utilizados instrumentos de pau, corda e sopro. Os dançarinos usam chicote de couro cru, calça branca sempre arregaçada, camisa com motivos marajoara (quando a usam), de palha, e uma de capa, vermelha ou azul

Lundu

O lundu ou lundum é um gênero musical contemporâneo e uma dança brasileira de natureza híbrida, criada a partir dos batuques dos escravos bantos trazidos ao Brasil de Angola e de ritmos portugueses. Da África, o lundu herdou a base rítmica, uma certa malemolência e seu aspecto lascivo, evidenciado pela umbigada, os rebolados e outros gestos que imitam o ato sexual. Da Europa, o lundu, que é considerado por muitos o primeiro ritmo afro-brasileiro,
é uma dança que provoca muito interesse pela desenvoltura de seus movimentos. O tema é o convite feito pelo homem à mulher para um encontro sexual, a cópula. A dança desenvolve-se, a princípio, com a recusa da mulher mas, ante a insistência do seu companheiro, ela acaba por ceder.

Obaluaiê



A origem desta dança está ligada aos devotos do candomblé. Os nomes Omolu e Obaluaiê representam uma única divindade, mas para alguns babalorixás há uma certa distância entre os dois termos pois eles representam tipos diferentes do mesmo orixá. É também comum a variação gráfica Obaluaiê e Abaluaiê.
Existe também uma lenda relacionada a este orixá, ela está relacionada ao isolamento buscado por Omolu-Obaluaiê a ele imposto pelos outros orixás.
No ritual desta dança o Obaluaiê dança sozinho e sua indumentária toda coberta com envira e é muito impressionante.
A coreografia desta dança consiste no seguinte, inicialmente entra lentamente obaluiaiê com as mãos para cima, logo em seguida os seus Orixás na mesma posição fazendo saudação curvando o corpo e colocando a mão para trás, levantando e se posicionando em duas fileiras, entrando de duas em duas divindades, em seguida, entram suas escravas de quatro e quatro fazem a sua saudação agachando-se,depois levantan-se fazendo movimentos, curvando o corpo, levantando os braços para cima, repetindo conforme a música.

Pretinhas de Angola


Dança das pretinhas de Angola é de origem africana, trazida por escravos de Angola que se estabeleceram nas proximidades do Rio Tapajós, mais precisamente no município de Santarém. Essa dança foi muito cultivada quando as escravas africanas e suas descendentes reuniam-se na praça matriz, em frente à igreja, para a interpretação dessa belíssima manifestação coreográfica. De um modo geral, a formação para a dança é de círculo. É exclusivamente dançada por mulheres.